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Ensaio Seat Leon 1.4 TGI: economia sem sacrifício

Quando se junta um carro de qualidade com uma mecânica capaz de ser muito eficaz em termos ambientais sem sacrificar a performance, é quase a quadratura do circulo. O Seat Leon TGi é quase isso. Quase.

[quote align=”right” color=”#999999″]Mais caro que a carrinha Leon com motor 1.0 TSi com 115 CV, esta versão TGI destaca-se pelos consumos, juntando tudo aquilo que já conhecemos da gama Leon. Melhor que os outros Leon a gasolina? No mínimo igual. Mas a pegada ecológica faz sentido com este Leon TGI que é um bocadinho um híbrido. Sem eletricidade mas com GNC.[/quote]Todos conhecem bem o Seat Leon e se quiserem recordar algumas ideias sobre aquele que é um dos melhores carros da casa espanhola, podem clicar nas ligações abaixo. Neste ensaio vou-me concentrar na proposta de um modelo a gasolina que está preparado, de fábrica, para andar com gás natural comprimido.

Leia aqui o ensaio ao Seat Leon ST 1.6 TDI

Leia aqui o ensaio ao Seat Leon ST Cupra 300

Esta versão utiliza o motor 1.4 litros, sobrealimentado, a gasolina, com injeção direta que foi trabalhado para ser alimentado, também, a gás. A potência do motor é de 110 CV com um binário de 200 Nm entre as 1500 e as 3500 rpm. Suficiente para chegar dos 0-100 km7h em 10,7 segundos e alcançar, facilmente os 194 km/h.

Por estas cifras, percebe-se facilmente que este Leon, seja em que formato for (carro ou carrinha) não é nenhum sensaborão que sacrifica a performance no altar da economia e do ambiente. E no que toca ao comportamento, também não porque é exatamente igual a qualquer Leon. Vamos então perceber quais as grandes vantagens, se é que elas existem, desta versão a gás natural comprimido.

Veja quanto é que lhe pode custar este Seat leon ST TGI

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Consumos baixos, grande autonomia

A Seat reclama para o Leon 1.4 TGI um consumo, de gasolina, de 5,3 l/100 km, ao passo que alimentado a gás o consumo sobe para 5,4 l/100 km. Ora, com um depósito de 50 litros de gasolina e um tanque de gás com 15 quilos de capacidade, a autonomia combinada é de espantosos 1280 quilómetros. Em teoria, claro.

Quer isto dizer que o Leon 1.4 TGI consumo qualquer coisa como 3,5 litros de gás natural comprimido a cada centena de quilómetros, autorizando o tanque de 15 quilogramas uma autonomia de gás de 400 quilómetros. O depósito de gasolina permite andar quase 900 quilómetros. Em teoria, claro! Contas feitas, as emissões deste Leon, em modo gasolina, são de 124 gr/km, no modo a gás baixam drasticamente para as 96 gr/km.

Agora, o que é interessante saber é o que se poupa com esta mecânica. Vamos às contas. Um litro de GNC custa 0,93 euros (em média), um litro de gasolina sem chumbo fica por 1,664 euros. Atestar o depósito de gás fica por 13,95 euros. Ou seja, cada um dos hipotéticos 400 quilómetros de autonomia fica por 0,04 euros! Já atestar o depósito de gasolina fica por 83,2 euros. Ora, os 900 quilómetros a gasolina ficam, cada um, por 0,1 euro. Contas feitas, com 97,15 euros (o custo de encher o depósito de gasolina e de gás natural comprimido) consegue uma autonomia de 1280 quilómetros, o que lhe custará qualquer coisa como cerca de 7,6 euros cada centena de quilómetros, cerca de 1,5 euros mais barato que se fosse somente a gasolina.

Naturalmente que as coisas não são bem assim. A gasolina, o Leon TGI chegou aos 5,9 l/100 km, a GNC ficou acima dos 6 l/100 km ou qualquer coisa como 4,4 kgs de CNG por cada centena de quilómetros.

Este Leon está equipado com caixa manual de seis velocidades, sistema “stop/start” e como sucede com outros Leon, fácil de conduzir, eficaz e seguro. Algo que não é habitual é a falta de escolha para o condutor se deseja andar a gás ou a gasolina. O Seat Leon 1.4 TGI, desde que tenha gás no reservatório, anda sempre com este combustível. Quanto esta acaba e de forma totalmente impercetível, passa a utilizar a gasolina de 85 octanas. E a verdade é que o sistema está tão bem afinado que é impossível perceber quando está a funcionar com um ou com outro. Fica a saber quando se muda de combustível quando a luz verde de utilização do GNC se apaga. Claro que o computador de bordo exibe a autonomia com os dois combustíveis e pode sempre saber quando o GNC está a acabar.

Isto acaba por ser um contrassenso, pois gostava de poder escolher utilizar a gasolina quando em autoestrada, pois o consumo será sempre menor e o GNC em cidade, pois apesar do maior consumo, a ajuda do “stop/start” mitiga essa situação.

Veredicto

Mais caro que a carrinha Leon com motor 1.0 TSi com 115 CV, esta versão TGI destaca-se pelos consumos com o gás natural comprimento, juntando tudo aquilo que já conhecemos da gama Leon. Melhor que os outros Leon a gasolina? No mínimo igual. No caso das versões diesel, continuam a ser melhores no consumo. Mas a pegada ecológica faz sentido com este Leon TGI que é um bocadinho um híbrido. Sem eletricidade mas com GNC.

FICHA TÉCNICA

Seat Leon 1.4 TGI

Motor 4 cilindros em linha, injeção direta, turbo; Cilindrada (cm3) 1395; Diâmetro x curso (mm) 74,5 x 80; Taxa compressão 10,5; Potência máxima (cv/rpm) 110/4800 – 6000; Binário máximo (Nm/rpm) 200/1500 – 3500; Transmissão e direcção Tração dianteira, caixa manual de 6 vel.; direção de pinhão e cremalheira, com assistência elétrica; Suspensão (fr/tr) Independente tipo McPherson; eixo de torção; Dimensões e pesos (mm) Comp./largura/altura 4249/1816/1454; distância entre eixos 2636; largura de vias (fr/tr) 1534/1508; travões fr/tr. Discos vent./discos; Peso (kg) 1320; Capacidade da bagageira (l) 482; Depósito de combustível (l) 50 + 15 kgs GNC; Pneus (fr/tr) 205/55 R16; Prestações e consumos aceleração 0-100 km/h (s) 11,0; velocidade máxima (km/h) 194; Consumos Extra-urb./urbano/misto (l/100 km) 5,3 / 5,4 (GNC); emissões de CO2 (g/km) 124 – 96 (GNC); Preço da versão ensaiada (Euros) 28.730

 

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