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Ensaio Skoda Citigo Monte Carlo: versão melhorada do citadino checo

A edição especial Monte Carlo do Citigo torna o excelente citadino da casa checa num carro melhor que oferece mais por pouco menos no que toca ao preço.

A primeira vez que a Skoda utilizou o nome Monte Carlo foi no Fabia, oferecendo o aspeto da variante vRS sem o fogo de artifício da versão mais desportiva e, particularmente, a suspensão mais dura do utilitário. O sucesso foi imediato – tanto que o Fabia vRS desapareceu da lista de modelos da Skoda – e por isso não estranha que a Skoda tenha regressado a uma fórmula vencedora alargando-a a outros produtos como este Citigo.

Veja quanto lhe pode custar este Skoda Citigo Monte Carlo

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Tocou-me para ensaio o mais familiar Citigo com cinco portas que, mesmo assim, não deixa de oferecer uma imagem desportiva graças ás jantes de 15 polegadas, grelha negra, spoiler traseiro e capas dos espelhos em negro, tudo rematado com autocolantes negros com a bandeira de xadrez. No interior, temos novos bancos, m volante em pele negra com pespontos a vermelho, um painel de instrumentos em preto brilhante e o sistema PID (Portable Infotaiment Device) que oferece Bkluetooth, sistema de navegação e funções áudio. Fazem parte do equipamento o ar condicionado e o banco traseiro rebatível em duas partes. Inexplicavelmente, o comando dos espelhos é… manual!

Pode parecer ridículo colocar tudo isto num carro citadino com 60 CV, mas deixe-me dizer-lhe que o Citigo fica muito bem, mesmo, com esta roupagem Monte Carlo. Pronto, os autocolantes podem já ser um nadinha a mais – não acho nada! – mas desses pode sempre cuidar depois. Descolá-los, por exemplo. O interior, então, é delicioso e deixa-nos com a sensação de estar ao volante de um Citigo RS. E como a qualidade de construção e dos materiais é muito boa, a sensação é ainda melhor.

Claro que rapidamente somos trazidos à realidade quando colocamos em funcionamento o motor de três cilindros com 1.0 litros e cumprimos os primeiros quilómetros. Apesar de ser uma versão sem as medidas do Greenline, a verdade é que o motor só tem 60 CV. É verdade que é um motor vivaço e agradável de utilizar. E, sobretudo, este é um carro citadino que não tem ambições maiores que nos levar pelo tráfego urbano. E nessa missão, o Citigo é excelente!

O barulho típico de um três cilindros chega ao interior bem abafado e o refinamento deste bloco é realmente impressionante e distingue-o dos restantes citadinos. Mas ainda mais impressionante é que, sem abusar dele, consegue deslocações extra urbanas com grandes problemas. Outra vantagem do Citigo reside nos consumos que, oficialmente, são de 4,5 l/100 km (com 105 gr/km de CO2). Não consegui melhor que 4,9 l/100 km com picos acima dos 6 litros quando abusei do ritmo e quis que o Citigo Monte Carlo fizesse jus ao nome. A média do ensaio ficou-se por uns simpáticos 5,3 l/100 km.

O comportamento do Citigo Monte Carlo não é afetado pelas suspensões rebaixadas que a Skoda colocou nesta versão. Nem precisava de nada, pois continua a curvar muito bem, com bons níveis de aderência e pouco rolamento da carroçaria. A direção é levezinha e direta, agradável com o novo volante, e a caixa manual de cinco velocidades tem a qualidade suficiente para o tipo de utilização do Citigo.

Veredicto

O Skoda Citigo sempre foi um “patinho feio” entre o triunvirato composto por VW Up! e Seat Mii, uma injustiça tremenda. O modelo checo tem a capacidade de exalar qualidade muito acima do segmento, reforçada com a introdução de algumas novidades nesta versão Monte Carlo, o motor 1.0 litros é mais que suficiente para aquilo que foi pensado e esta é a melhor forma de provar que não é preciso muita potência para nos divertirmos. É verdade que não é um carro rápido ou capaz de ganhar corridas nos semáforos, mas tem muito bom aspecto nesta versão Monte Carlo e no dia a dia é uma excelente companhia. Uma excelente aposta este Skoda Citigo.

FICHA TÉCNICA

Skoda Citigo Monte Carlo

Motor

Tipo 3 cilindros em linha, transversal, injeção multiponto

Cilindrada (cm3) 999

Diâmetro x curso (mm) 74,5 x 76,4

Taxa compressão    10,5:1

Potência máxima (cv/rpm) 60/5000 – 6000

Binário máximo (Nm/rpm)    95/3000 – 4300

Transmissão e direcção

Tracção            Dianteira

Caixa            Manual de 5 velocidades

Direcção        Pinhão e cremalheira, com assistência elétrica

Suspensão

Dianteira           Independente, McPherson

Traseira            Eixo de torção

Dimensões e pesos

Comp./largura/altura (mm)    3563/1645/1478

Distância entre eixos (mm)    2420

Largura de vias fte/tras. (mm)    1428/1424

Travões fr/tr.    Discos ventilados/tambores

Peso (kg)    929

Capacidade da bagageira (l)    251/959

Depósito de combustível (l)    35

Pneus série – equipados     185/65 R15

Prestações e consumos

Aceleração 0-100 km/h (s)    14,4

Velocidade máxima (km/h)    160

Extra-urb./urbano/misto (l/100 km)    3,9/5,6/4,5

Emissões de CO2 (g/km)    105

Preço base (Euros)    13.250

Preço versão ensaiada (Euros) 13.250

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