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SUV continuam a bater recordes de vendas em 2018

Está feito o balanço aos primeiros seis meses de vendas de veículos na Europa. O Velho Continente registou o seu melhor semestre do século(!), viu os SUV continuarem a bater recordes e os diesel a recuarem, significativamente, em alguns mercados.

A radiografia do primeiro semestre diz-nos que houve um aumento de 2,4% de vendas face a igual período de 2017, com um total de 8,66 milhões de unidades vendidas. E isto apesar do recuo, nítido, das vendas de veículos a gasóleo que se expressão num recuo de 17% nos primeiros seis meses de 2018 face a igual período de 2017. Contas feitas, os diesel representam, agora, 37% do mercado europeu de veículos. Sºo para se perceber, é a mais baixa quota de mercado desde 2001!

Analisando ao detalhe, os países que mostraram cartão vermelho aos carros movidos por motores com ciclo Diesel são o Reino Unido e a Dinamarca, com recuos de vendas de 30 e 32%, respetivamente, enquanto que na Eslovénia a queda foi de 28% e na Finlândia e na Bélgica em redor dos 20%.

Quem não dá mostras de abrandamento é o segmento dos SUV. Impressionantemente, enquanto todos os outros segmentos viram as vendas, coletivamente, recuarem cerca de 4% para as 4,865 milhões de unidades, os SUV, crossover e demais derivados deram um verdadeiro salto em altura com as vendas a crescerem 24% para 2,92 milhões de unidades. É só o melhor resultado do século e a maior fatia de mercado de que há lembrança para este tipo de veículos. Definitivamente, o conceito veio para ficar e se recordarmos que foi a Nissan o percutor desta tendência com o Qashqai, poderemos ser levados a pensar que o “pai” já foi ultrapassado pelos descendentes. Errado!!!!

O Nissan Qashqai continua a liderar as vendas de SUV na Europa com a recompensa de ter passado, neste primeiro semestre de 2018, a ser o quinto modelo mais vendido em toda a Europa. Que grande performance tem feito o Qashqai! Mas o domínio dos japoneses está cada vez mais ameaçado, já que o grupo que lidera as vendas no Velho Continente, o grupo Volkswagen, oferece uma gama mais alargada e com mais “pontas de lança” e por isso é a VW a marca que mais SUV vende neste primeiro semestre, conhecendo um aumento de 42% face aos primeiros seis meses de 2017. Muito à custa do T-Roc, produzido em Palmela, que já é o 32º carro mais vendido na Europa. Uma boa notícia para a Autoeuropa que está a produzir um veículo de sucesso. E não tardará muito para começar a incomodar o Qashqai.

Sem surpresa, o carro mais vendido no Velho Continente é o Volkswagen Golf com mais de 257 mil unidades vendidas em seis meses, qualquer coisa como 43 mil carros vendidos por mês!

Também sem surpresa, continua o processo de desaparecimento dos monovolumes, perdendo mais 28% face a 2017 não indo além de 532 600 unidades vendidas. Para já é o pior semestre de sempre dos monovolumes, mas acredita-se que a queda no final deste ano seja superior aos 40%.

Finalmente, dizer que os mercados que mais perderam vendas foram a Dinamarca, o Reino Unido, Noruega, Itália, Suiça e a Republica Checa, enquanto do lado do crescimento, destaque para a Roménia com 33,4% de crescimento face a 2017, sendo acompanhada neste processo pela Suécia, Holanda, Polónia e Suécia.

Em Portugal, o primeiro semestre terminou com um crescimento de 5,4% face a igual período de 2017, perfazendo um total de 156 442 unidades vendidas, deixando a expetativa para que o mercado nacional possa chegar, uma vez mais, às 300 mil unidades. A Renault lidera, destacada, o mercado luso com quase 20 mil unidades comercializadas em seis meses, seguida da Peugeot (13 480) e da surpreendente Fiat, que com 9171 unidades vendidas, regressou ao top3 das vendas em Portugal. A Mercedes está no quarto lugar (8946 unidades, mas dois carros vendidos que em 2017!), seguida de Nissan (8161), Opel (7904) e da BMW (7858 unidades) que perde quase duas mil unidades para a Mercedes e assiste, ainda, a um recuo nas vendas face a 2017 de 4,5%. Entre os Premium, pior está a Audi, que devido à crise do grupo SAG e da eminente venda do capital da SIVA à Porsche Holding, detentora do grupo VW, perdeu 36,4% de vendas recuando para as 3050 unidades vendidas.

Fecha o top 10 de vendas, a Citroen (7686), a Volkswagen (7573 unidades vendidas, um trambolhão de 22,5%) e a Toyota (5777). Destaques para o salto nas vendas dado pela Jeep (de 32 unidades em 2017 para 844) e pela Alfa Romeo (674 unidades nos primeiros seis meses de 2018).

Os modelos mais vendidos em 2018 (janeiro a junho)

1º Volkswagen Golf, 257 550 unidades; 2º Renault Clio, 185 243; 3º Volkswagen Polo, 163 924; 4º Ford Fiesta, 157 286; 5º Nissan Qashqai 134 547; 6º Peugeot 208, 132 764; 7º Volkswagen Tiguan, 129 237; 8º Skoda Octavia, 123,710; 9º Renault Captur, 121,235; 10º Opel Corsa, 117 891.

As marcas mais vendidas em 2018 (janeiro a junho)

1º Volkswagen, 988 507 unidades; 2º Renault, 624 443; 3º Ford, 573 250; 4º Peugeot, 542 433; 5º Opel, 493 802; 6º Mercedes, 460 055; 7º Audi, 432 191; 8º BMW, 428 185; 9º Fiat, 405 511, 10º Skoda, 398 650.

Analisando estes dados, percebe-se que a VW continua líder e por larga margem, que o grupo PSA com a inclusão da Opel tornou-se numa força com bem mais de 600 mil unidades por semestre e que na luta pelos Premium, os recentes passos da BMW foram desastrosos, pois perdeu o comando do segmento para a Mercedes e, pior que isso, viu-se ultrapassada pela Audi. Em Portugal, sem problemas como sucedem com o importador da Audi, a BMW também se afundou, perdeu vendas face a 2017 e viu a Mercedes manter-se entre os mais vendidos. A quebra da Audi salvou a BMW de, também em Portugal, cair para terceiro dos Premium.

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